Segunda-feira, Abril 27, 2009

Apresentando Napoleão 100%

Muito prazer em te conhecer, sou um cara que valoriza o esforço e a dedicação acima de tudo. Acredito que a felicidade é como a morte, todos vão ter, mas todos se perguntam "quando é que a minha vai chegar...?"
Sou Professor Licenciado e Bacharelado em História.
"O sorriso da morte não assusta aos que vivem plenamente, por isso buscam a justiça"
Sou o filho bastardo de uma infeliz união entre o fascismo e stalinismo. Se eu fosse um poeta, cantaria o horror de viver os novos Gulags que o amanhã nos reserva. Se eu fosse um músico, cantaria o riso idiota e as lágrimas da impotência, o terrível tumulto produzido pelos desaparecidos, acampados nas ruinas, esperando sua sorte. Se eu fosse um pintor (um Courbet, não um David), representaria o céu carregado de pó pairando sobre Santiago, Luanda ou Koyma. Mas não sou nem pintor, nem músico, nem poeta. Sou um filósofo, aquele que usa idéias e palavras-palavras já esmigalhadas por tolos. Assim, com as palavras de minha linguagem, só posso falar de massacres, campos e procissões de morte, de algumas que vi e de outras que desejaria também evocar. Eu me sentiria satisfeito se pudesse explicar o novo totalitarismo dos príncipes sorridentes, que às vezes prometem inclusive a felicidade ao seu povo. Minha obra deve, portanto, ser lida como uma "arqueologia do presente", que redesenha cuidadosamente, através do nevoeiro do discurso e da prática contemporâneos, o contorno e o cunho de uma barbárie com rosto humano.(Autor:Napoleão 100%)

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